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A Diferença entre Necessidade e Vontade

Seguindo com as nossas reflexões quaresmais, hoje falaremos sobre a diferença entre necessidade e vontade. Dos três pecados capitais sobre os quais estamos refletindo, esse parece ser o mais claro.

Todos nós, uma hora ou outra, já ouvimos alguém dizer: “estou precisando comer um doce” ou “sem uma cerveja não tenho como continuar”. E aqui temos claramente dois exemplo de como a diferença entre necessidade e vontade é desconhecida. A confusão que se faz – e porque não dizer que fazemos – nos leva a cair direto no pecado da Gula.

Como assim, André? Eu não posso precisar de um doce? Pode. Se você tiver algum tipo de diabetes que faz seu açúcar cair a tal ponto que você precisa ingerir alguma coisa doce. O que não significa que você precisa daquele doce de chocolate que é feito naquela padaria que você adora. Certo?

Necessidade x Vontade

A grande diferença entre necessidade e vontade é que aquilo que nos é necessário faz parte da nossa essência e aquilo que é vontade, dos nossos acidentes. Ok. Ok. Não vou entrar num debate filosófico. Mas essencial, ou seja, necessário é aquilo que me faz ser quem eu sou, que define meu ser como criado por Deus e que eu devo perseguir com todas as minhas forças. Ser santo, por exemplo, é a maior necessidade que o ser humano tem, pois é nosso primeiro chamado.

Agora, vontade é coisa que dá e passa. E todos sabemos que é exatamente assim. Não é pecado em si você ter vontade de comer algo gostoso – e aqui em dei exemplo de doce porque tenho uma tendência a ser muito formiga -, não. O problema é você confundir a sua vontade de comer ou beber algo com a necessidade de comer ou beber aquele algo.

As Paixões nos levam ao pecado

Quando a sua vontade está submetida às suas paixões, você age sem controle. E agir sem controle, além de não ser virtuoso, nos põe no caminho do pecado, caminho esse que nos leva direto ao inferno. E tenho certeza que não é o lugar onde queremos estar.

Portanto, fique atento e comece a perceber a diferença entre necessidade e vontade. Quando é necessidade, o suficiente nos basta. Quando é vontade, quase sempre – sim, porque sempre há exceções – exageramos. E aquele pedaço de bolo torna-se o bolo quase inteiro, aquele copo de cerveja torna-se latas e latas de cerveja e aquilo que deveria ser um momento de prazer torna-se pecado e traz consequências como problemas de saúde, embriaguez e outros.

2ª Semana: A Falácia da Sensualidade Livre

Escrito por André Butzke

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