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Eu sou do meu Amado!

Um Servo da TendaUm Servo da Tenda03 min de leitura
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Eu sou do meu Amado!

Há muito tempo ouvi um sacerdote dizer que a Bíblia contava a mais linda e perfeita história de amor jamais vista em todos os tempos. E não tenho como discordar dessa definição.

Amar é um dos verbos da moda. Como se ama hoje em dia! Ama-se o cantor favorito, o ator da novela, os amigos virtuais das redes sociais, a si mesmo, os pais, os amigos, o seu celular ou notebook, aquele filme maravilhoso e inesquecível, uma viagem que mudou a sua vida, aquela comida que tem sabor de infância, enfim, ama-se muito. Ama-se?

Amor não é um sentimento, como o senso comum tenta nos empurrar goela abaixo. Amar é querer o bem do amado, é desejar a vida plena, a felicidade completa. Amar é querer que o amado seja capaz de realizar plenamente tudo o que Deus tem planejado para ele. E aqui encontramos um grande problema nesse amor pregado hoje: Deus, que foi tirado do centro de todas as coisas e foi colocado num posto menor, de lado, como se fosse apenas mais um ser, distante, sem importância. “Deus é amor” (1 João 4, 8) e é a fonte do amor. Não se pode amar sem Deus, pois não se pode amar sem o Amor.


“Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças.” (Deuteronômio 6, 5)

A Palavra de Deus é bem clara quando se refere à forma como devemos amá-Lo: com todo o coração, com toda alma, com toda força, ou seja, de forma plena e absoluta. Não dá para amar mais ou menos, amar pela metade ou de forma particionada. O amor que devemos nutrir no nosso coração precisa ser o verdadeiro Amor de Deus, que nos ama apenas por nos amar, sem intenções secundárias, sem esperar nada em troca, sem esperar uma paga. Amar é doar-se ao outro por inteiro.

Humanamente falando, esse amor seria impossível. Mas cremos e adoramos o Deus de Amor, que é Amor, e que se derrama em amor sobre cada um de nós e por cada um de nós. Seu Amor foi tão perfeito que foi até a Cruz, venceu-a e abriu as Portas do Céu quando ressuscitou dos mortos. Amar é abrir a Porta do Céu tanto para nós mesmos quanto para os outros, aqueles que convivem conosco. Quando conseguimos entender esse amor tão perfeito e quando conseguimos entender que nós também somos capazes desse amor, cada coisa começa a mudar. Na verdade, não são as coisas que mudam, mas nosso olhar sobre elas. Quando se vive a partir do amor, ele toma conta de todas as coisas e as transforma.

A Trindade é o Amor em ação. O Pai ama o Filho; o Filho ama o Pai; e o amor entre Pai e Filho é o Espírito Santo, que já foi derramado sobre nós em Pentecostes e habita no nosso coração de filhos adotivos desde o nosso Batismo. Se temos o Amor por excelência em nós, não há porque não coloca-lo em prática e, muito menos, não há porque mendigarmos amor. O amor é gratuito e, ao mesmo tempo, seu valor é incalculável. Por isso, ao confessarmos nosso amor pelo nosso Deus, estamos dizendo que queremos amar nossos irmãos da mesma forma, até o mesmo limite com que Ele nos amou: “tendo amado os seus, amou-os até o fim!” (cf. João 13, 1) E, dessa forma, como nos disse o Beato Charles de Foucauld: “O amor nos obriga a voltar os olhos de forma constante para aquele que amamos.”

E aí, disposto a abrir mão dos seus amores efêmeros e amar de verdade, não apenas a Deus, que é o Amor, mas a todos?

“Meu Deus, eu creio, adoro, espero e AMO-VOS. Peço-vos perdão para os que não creem, não adoram, não esperam e não vos amam.”

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